segunda-feira, 23 de março de 2020
terça-feira, 17 de março de 2020
terça-feira, 7 de janeiro de 2020
COLÓQUIO/Letras n.º 203
Participo no n.º 203 (jan/2020) da revista Colóquio/Letras com o ensaio «Representações sacrificiais na Tetralogia Lusitana de Almeida Faria», cujos primeiros parágrafos reproduzo abaixo:
«A saga da família alentejana que Almeida Faria põe em cena na sua Tetralogia Lusitana parece conter, pelo menos numa primeira leitura, todos os requisitos para se instituir como alegoria por excelência do mecanismo de bode expiatório postulado por René Girard, o filósofo e antropólogo estruturalista francês. Representantes de uma ordem caduca e agonizante nas vésperas de uma revolução que se imagina regeneradora, os membros desta família apresentam os traços característicos das vítimas do fenómeno que, segundo o pensador cuja teoria porei à prova neste ensaio, é o pilar fundacional de toda a civilização e o evento constitutivo de todo o fenómeno religioso.
A generalizada violência pré-civilizacional, ou a típica das encruzilhadas históricas, alicerçada no carácter fundamentalmente mimético do desejo, propiciador da hostilidade recíproca entre rivais, seria não só eliminada como transformada em móbil conciliatório, ao ser canalizada para uma vítima sacrificial, escolhida não necessariamente pela sua culpabilidade, mas por apresentar visíveis sinais vitimários. A sua imolação pelo conjunto da comunidade suscitaria uma nova paz, fundada na memória partilhada do crime coletivo que teria expurgado a sociedade do seu elemento poluente, agora transformado em tabu, primeiro passo na via da sacralização. «É sempre a má reciprocidade», diz Girard, «demasiado rápida e visível, que uniformiza os comportamentos nas grandes crises sociais suscetíveis de desencadear as perseguições coletivas» (Girard: 49; minha tradução). E acrescenta: «Para que os todos os perseguidores sejam animados pela mesma fé no poder maléfico da sua vítima, é preciso que esta polarize efetivamente todas as suspeitas, todas as tensões e todas as represálias que corrompem essas relações» (ibid.: 65). Assim, o que a maior parte dos mitos mostra, afinal, é um «verdadeiro regresso à ordem comprometida pela crise, mais frequentemente ainda o nascimento de uma nova ordem, na união religiosa da comunidade reanimada pela prova que acaba de suportar» (ibid.: 65-66).
Qualquer revolução, seja ela política, económica ou social, constitui terreno ideal para a proliferação destes mecanismos sacrificiais. É pois com naturalidade que Almeida Faria, sobretudo nos três primeiros romances da Tetralogia Lusitana, os que dizem respeito aos dias que precedem e se sucedem à Revolução dos Cravos, faz desfilar diante dos olhos do leitor uma série de acontecimentos que relevam da violência coletiva projetada sobre determinados alvos escolhidos segundo os critérios de vitimização descritos por René Girard em Le Bouc émissaire. [...]»
Qualquer revolução, seja ela política, económica ou social, constitui terreno ideal para a proliferação destes mecanismos sacrificiais. É pois com naturalidade que Almeida Faria, sobretudo nos três primeiros romances da Tetralogia Lusitana, os que dizem respeito aos dias que precedem e se sucedem à Revolução dos Cravos, faz desfilar diante dos olhos do leitor uma série de acontecimentos que relevam da violência coletiva projetada sobre determinados alvos escolhidos segundo os critérios de vitimização descritos por René Girard em Le Bouc émissaire. [...]»
domingo, 17 de novembro de 2019
A Antonio Gamoneda, Madrid, 8 de Novembro de 2013
![]() |
| Fotografia do arquivo familiar de Antonio Gamoneda |
Madrid, 8 de novembro de 2013
Manhã fria por entre a cinza de um nevoeiro
que paira muito acima das nossas cabeças e dos terraços habitados pelos
pássaros elusivos do outono. Pelas calles vogam fantasmas com que transijo,
e há nos passeios o lixo acumulado da desdita. Foi uma noite mais nas cidades
do mundo, uma noite mais contra os atropelos da insónia. Aqui vim encontrar o
que não me fora prometido: o respaldo de um velho poeta que soube transportar a
sua cruz ressequida pela pobreza até a uma leira que a reverdecesse. Colho a
flor do seu abraço e sigo o meu caminho na manhã renovada. À minha frente,
guia-me o eco dos meus passos e rescende à madeira nova dos meus braços.
*
E a tarde é o espelho da manhã sob o
escrutínio de um sol exangue. Uma ameaça de águas paira sobre as nossas
cabeças, suspensa de uma mão enredada na teia fria das orações, a meio caminho
entre o céu e os poços siderais da desesperança. Também eu teço o fio das minhas
preces, faço o meu desespero participar da imobilidade. Penso com todo o peso
da minha vida naquela que amo e na linha púrpura que a liga a outra vida que
também é minha. Súbito, começa a chover.
segunda-feira, 14 de outubro de 2019
Pensar sem Corrimão
Disponível em www.relogiodagua.pt e a chegar às livrarias: Pensar sem Corrimão, de Hannah Arendt (trad. João Moita).
Estes ensaios abordam temas que vão desde «Karl Marx e a Tradição do Pensamento Político Ocidental» até ao totalitarismo e a violência na sociedade americana.
O título é uma referência a um pensamento capaz de dispensar os tradicionais apoios da religião, da moral, da política ou da filosofia.
«Quase todos os ensaios desta coletânea contêm “pérolas” do pensamento
subversivo de Arendt. Muitas das suas observações compelem os leitores a
pensar sobre o modo como a atividade política se realiza.» [New York
Times Book Review]
Esta e outras obras de Hannah Arendt estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/hannah-arendt/
Esta e outras obras de Hannah Arendt estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/hannah-arendt/
segunda-feira, 2 de setembro de 2019
Os Paraísos Artificiais e Outros Textos
Disponível em www.relogiodagua.pt e a chegar às livrarias: Os Paraísos Artificiais e Outros Textos, de Charles Baudelaire e Théophile Gautier (trad. João Moita)
No mundo das alucinações provocadas pelo haxixe, os objetos exteriores assumem aparências monstruosas, desconhecidas. Depois transformam-se, deformam-se e por fim entram naquele que os imagina, ou então é este que tem a sensação de neles entrar.
Sucedem-se os equívocos e as ideias inexplicáveis, os sons têm cor, as cores tornam-se musicais. Como diz Baudelaire, «Quero provar que os descobridores de paraísos fazem o seu inferno, preparam-no, cavam-no com um sucesso cuja previsão talvez os atemorizasse.»
Além de Os Paraísos Artificiais e Do Vinho e do Haxixe, de Baudelaire, este livro contém O Cachimbo de Ópio, O Haxixe e O Clube dos Comedores de Haxixe, de Théophile Gautier.
quinta-feira, 30 de maio de 2019
sábado, 25 de maio de 2019
3 esclarecimentos a propósito de "Uma Pedra sobre a Boca"
1-O que representa, no contexto da sua obra, o livro «Uma Pedra sobre a Boca»?
R- Com este livro faço o balanço e fecho a
tudo o que escrevi: ele é a minha obra. Nele refundo os meus dois
primeiros livros, reduzidos em dois terços e trabalhados até à
deformação, e reedito, também com alterações, inclusões e exclusões, o
meu terceiro livro, Fome, que teve duas edições de pequena tiragem,
entretanto esgotadas. Este momento fixa o que fui capaz de escrever e
ainda não rejeitei, e daqui por diante só concebo que este corpo
diminua, até se tornar essencial, isto é, pura potencialidade.
Significará que me tornei melhor e mais insatisfeito leitor.
2-Qual a ideia que esteve na origem do livro?
R- Como poeta póstumo a mim mesmo, com
escassa obra inencontrável, queria uma última oportunidade para
estabelecer o meu corpus, procedendo às elisões e ajustes que
considerava necessários, ao mesmo tempo que lhe assegurava uma exposição
que, justa ou injustamente – é o que veremos –, nunca teve.
3-Pensando no futuro: o que está a escrever neste momento?
R- Deixei de escrever. Nunca nada me satisfez, e chega de humilhação.
Fonte: Novos Livros
sexta-feira, 3 de maio de 2019
Uma Pedra sobre a Boca
Aqui reúno e refundo toda a minha produção poética.
Sinopse
Uma poesia intensa até na sua escassez. De um dos seus livros, Fome,
disse José Tolentino Mendonça: "A poética de João Moita expõe a
penúria, a falha, a lacuna, a abstinência, a renúncia, a fractura, a
fraqueza, o vazio, o despojamento, o silêncio…", e tendo Tolentino toda a
razão, a poesia de João Moita, como este livro o prova, não deixa de
ser visceral, física e de um erotismo que a concisão verbal não esconde.
Fonte: www.guerraepaz.pt
segunda-feira, 22 de abril de 2019
«Perceber a morte e julgá-la bem» – Homenagem ao poeta António Osório
«Perceber a morte e
julgá-la bem» –
Homenagem ao poeta
António Osório
Se ao nascermos
todos temos por garantida a equitativa distribuição da morte, essa derradeira
niveladora, não é menos verdade que há raros seres cuja existência é desde cedo
marcada pelo signo do privilégio, e que por isso partem com um avanço tantas
vezes irrecuperável para quem deles não beneficia para os reptos da vida. Há,
sem dúvida – não seria honesto omiti-lo –, privilégios colectivos, que decorrem
de contextos históricos e geográficos, dos quais todos nós nesta ponta do
continente europeu, ou que alguns de nós, com determinado tom de pele ou de
determinado género, beneficiamos, e há os privilégios individuais, fruto da
estratificação da sociedade, passados de geração em geração dentro das mesmas
famílias. São os privilégios de classe. António Osório é – ele será o primeiro
a admiti-lo – um desses privilegiados.
Para o que aqui
nos ocupa, o privilégio económico por si só não produz nenhuma vantagem
substancial, embora uma situação material desafogada possa contribuir e muito
para o desenvolvimento das potencialidades do indivíduo, reduzindo a ansiedade
que a luta pela subsistência acarreta, proporcionando as condições para a
aquisição de competências diferenciadoras e criando disponibilidade para uma
abertura ao mundo sem a qual toda a arte é estéril. Mas é de outro tipo a
vantagem que, como poucos, António Osório soube respeitar e potenciar. Falo da
vantagem que decorre de uma sólida formação iniciada na infância por uns pais
que souberam e quiseram calibrar a sensibilidade do filho segundo os mais elevados
padrões culturais, transmitindo-lhe o amor pela grande poesia e pelos valores
que esta veicula, do acesso em primeira mão ao mundo da arte e ao círculo
reservado dos seus cultores. Raros são os afortunados, mas muito mais raros são
os que sabem honrar a sua sorte. O poeta António Osório, à semelhança, por
exemplo, de Saint-John Perse, soube.
Não é, pois, por
acaso que a poesia de ambos, embora diametralmente opostas no tom e nos
recursos formais que convocam, como já Robert Bréchon assinalou[1],
têm como denominador comum um desejo irrefreável de acolher e louvar, duas
das palavras-chave destas poéticas tão díspares à chegada como próximas à
partida, o que desde logo as singulariza num universo poético, como é o nosso, em
grande medida herdeiro do romantismo, com a sua exacerbação do individualismo
narcísico, e dos movimentos modernistas, com o seu estilhaçamento egóico (o «Je est un autre» rimbauldeano ou a heteronímia
pessoana), ainda derivados daquele.
Osório teve a
humildade e a hombridade de se conformar à responsabilidade que vem com o
privilégio. Só a aceitação dessa responsabilidade explica que o poeta, ao
contrário de tantos dos seus pares, acossados pela urgência de se afirmarem ou
pela necessidade de reivindicarem para si um lugar que não lhes estava
reservado mas de que se sentiam merecedores, tivesse hesitado tanto em publicar
os poemas que ia produzindo com a paciência e a meticulosidade de quem se
habituou a admirar a magnanimidade do que é grande e abstrato e a dignidade do
que é pequeno e concreto, e não transige consigo, à luz dos exemplos que
recebeu, nem se compraz, à custa dessa «vulcânica orquestração de pianíssimos»
tão laboriosamente conquistada, com as honrarias mundanas, se não forem, antes
de mais, um justo e merecido reconhecimento pela seriedade abnegada do seu zelo.
Sintomaticamente,
é desse lento e necessário amadurecimento que nos dá conta o poema que abre o
livro inaugural do poeta, emprestando-lhe o título e dando-lhe o mote que haveria
de permanecer actual ao longo de um percurso que conta já quase meio século de
actividade. Diz o poeta em «A Raiz Afectuosa»:
A Raiz Afectuosa
Com os anos
a pouco e
pouco
a raiz
afectuosa
penetrou
no fundo da
terra
até chegar
ao mais
pequeno
e mais
antigo
veio de
lágrimas.
Poema de uma
economia vocabular espantosa, outra das marcas desta poesia, técnica que não se
chega a dominar sem o concurso vigilante de um crivo moroso e equilibrado, ele combina
desde logo, com esta «raiz afectuosa» que se alimenta neste «veio de lágrimas»,
dois dos elementos fundamentais desta poética: uma ubíqua valorização da estima
e da afeição, atitude oposta à tão portuguesa autocomiseração pelas ofensas
sofridas, reais ou imaginárias, e uma aguda consciência da morte e do
sofrimento, próprios e alheios, que, mais uma vez contrariamente ao que a
tradição nos habituou, opera uma valorização da vida em toda a sua extensão e
enquanto tal.
Atitude que
entre nós tem paralelo apenas em Vergílio Ferreira, embora mais dado à lamúria
e ao queixume, e que este condensou na formulação lapidar que deu título a um
dos seus mais belos romances, Alegria
Breve: a da aceitação da vida tal como ela é, com as suas tragédias e os
seus júbilos, a do reconhecimento pela oportunidade que foi concedida a cada um
dos viventes de vir ao mundo ver como isto é, indubitavelmente preferível ao
apagamento da não-existência e à ignorância que a si mesma se ignora. Há um
poema de Décima Aurora (1982) que
cristaliza esta atitude na perfeição e que não hesito em transcrever na
íntegra:
Augúrio
Não
antecipes a tristeza
de morrer:
não queiras muito
às
lágrimas: consola-te
bebendo-as.
E sê grato ao dia
em que,
vivo, as tragaste.
Se no poema
anterior tínhamos um veio subterrâneo e neste o consolo das lágrimas como
intensificador da vida, a verdade é que, no seu conjunto, a poesia de António
Osório é pouco dada à introspecção e às monotonias do claro-escuro. Os seus
versos são cristalinos, deles dimana a leveza da luz mediterrânea, lisa, não
granular, diáfano véu pousando sobre as coisas, as pessoas e os animais, transfigurando
a dor em beleza por acção da compaixão, esse bálsamo que o egoísmo não segrega.
Não é, pois, uma
poesia marcadamente subjectiva, a de António Osório. Não que nela o sujeito poético
não compareça nem assuma a sua função de entidade enunciadora por excelência –
não é frequente que o autor dê voz aos entes sobre os quais a sua atenção se detém,
e se deles se compadece, o mesmo não é dizer que necessariamente com eles se
identifica (veja-se os poemas «Senhora Rita» ou «Lamento do Cantoneiro», de A Ignorância da Morte (1978)) –, mas
raramente fala de si, e quando o faz, é para reivindicar a probidade dos seus
juízos e a rectidão da sua conduta, como no verso, invejável a todos os títulos,
com que termina o poema «Amor de Si», de O
Lugar do Amor (1981): «Oxalá eu possa tranquilizar os meus vermes.»
É quase como se
o poeta, reconhecendo a dívida pelo privilégio de que acima falava, assumisse deliberadamente
a missão de defender os desfavorecidos pela sorte, usando em seu benefício o seu
talento de poeta, que «singulariza e distingue o que vê», como salientou Rosa
Maria Martelo a propósito desta poesia[2],
arrancando-os ao anonimato e à indistinção e conferindo-lhes uma
individualidade que, mais não podendo, os dignifica. Aliás, o civil António
Osório assumiu de facto esta missão, ao escolher a profissão – que era, de
resto, a do seu pai – de advogado, termo que na sua origem latina significava,
não se cansa o poeta de repetir, aquele que vem em auxílio de um acusado.
É, pois, com
naturalidade que na sua poesia comparecem, nas palavras do poeta em texto que
serve de introdução a Crónica da Fortuna
(1997), «curadores, […] sectários, […] muitos animais, […] árvores, […] ofícios
em extinção (como o de apanhador de ervas), […] ecologistas incómodos, meninos
que se alegram num picadeiro […]», e assim sucessivamente. No fundo, tudo o que,
pelo mero facto de existir, é digno de figurar na crónica do tempo, tudo o que
está ameaçado, tudo o que é condenado ao silêncio, tudo o que está moribundo e
é, assim, por obra e graça do discurso poético, como que embalsamado para
memória futura, constituído acervo para antepor à vinda dos bárbaros, que com a
sua efusão, o seu estrépito orgíaco, a sua cegueira punitiva, as suas soluções higiénicas,
tudo ameaçam diluir num indistinto caldo sintético.
A morte virá
certamente, e com ela o esquecimento. Mas como dizia António Osório na
curta-metragem que acabámos de ver, é preciso compreender a morte para julgá-la
bem. Todo o labor de uma vida são subsídios para essa compreensão. Quando a
morte vier e saldar a vida em destino, para retomar a ideia de André Malraux,
não é irrelevante aquilo que lhe vamos entregar, porque, e creio que essa é a
grande lição que podemos retirar da poesia de António Osório, esse será o nosso
testemunho para os que ficam e para os vindouros, e, se houvesse Deus, «Fortuna
[…] dos que poderiam apresentar-se limpamente diante [Dele]», dos «que não
causam dano nem semeiam a culpa», para só citar duas passagens desse grande
testamento que é «O Pão das Palavras».
Volto, para
terminar, ao insigne verso do poema «Amor de Si»: «Oxalá eu possa tranquilizar
os meus vermes.» Humilde intenção de quem não só diante de Deus, mas até dos
mais desprezíveis dos seres se quer apresentar impoluto, para que ninguém lhe
possa apontar o dedo e acusar de ingratidão, para que nenhum privilégio tenha
ficado sem retribuição. Exemplar sem ser grandiloquente, incorruptível sem ser
heróico, e sem pecado, além do pecado original de amar com a violência e a candura
do amor.
[1]
«A poesia de António Osório não é a grande orquestra de Claudel ou os grandes
órgãos de Saint-John Perse, é antes uma música de câmara, discreta, quase
silenciosa, interior.» Bréchon, Robert, in António
Osório, Barca do Mundo – I, 1999 (citado em Osório, António, A Luz Fraterna, Lisboa, Assírio &
Alvim, 2009, p. 630).
[2] Martelo,
Rosa Maria, A Forma Informe – leituras de
poesia, Lisboa, Assírio & Alvim, 2010, p. 134.
Subscrever:
Mensagens (Atom)









