sábado, 19 de março de 2011

Resumo - A poesia em 2010, com poema de Miasmas

Na edição deste ano consta um poema do meu livro Miasmas, escolhido por José Tolentino Mendonça, a quem agradeço.


XXXI


Em nome de nada.
Do êxtase recolho a nova moral.
De tudo fujo.
Forjo os pólos da minha dissensão.
Em nome de nada.
Escrevo para a gaguez de Deus.
Oculto-me, desvelo-me:
sou uma assombração.
Estes são os liames da agressividade.
Neles me penduro para a inflexão do canto.
Fujo.
Deus não receberia o meu amor em holocausto.
Vivo para as vésperas
e juro:
Deus não saberia alentar o meu esquecimento.

2 comentários:

Meca disse...

Este é um testemunho do teu talento!
Também gosto do poema. Parabéns!

benjamim machado disse...

joão, já não era sem tempo.

um abraço, com nenhum do azedume que uma antologia destas pode trazer.