quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Edouard Manet, Gare St-Lazare, 1872.

Sento-me com este livro das horas na gare de St. Lazare e espero que a manhã digira a sua luz. A minha filha escuta os seus demónios enquanto os transeuntes passam indiferentes à sua querela louca. Sei que vou encontrar a oração deste dia e sei que com ela estarei mais próxima da minha absolvição. Quando a agitação nas ruas for de natureza menos equívoca, preparo-me para regressar. Espera-me a tarde e algum ardor.

Sem comentários: