domingo, 1 de fevereiro de 2015


É Verão. Há erva seca nos caminhos, estatuem-se no céu os vestígios da distância. Na terra, apenas a bugia das asas inflamadas das libelinhas assinala a decadência nos galhos que se quebram. (A tarde na vigia contra as investidas da noite. Tarde sangrando nas ameias do dia. Assim as minhas mãos, oscilantes e frias, agarradas ao estandarte fervente. Quando pelejam as coisas do mundo, os estilhaços da refrega sulcam a alegria dos homens.)

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Nuvens de trovoada cercam o céu de Julho e o tumor selado do Sol. O pus da terra desce em aluvião pelas ruas, pesa uma escuridão pressentida.

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