segunda-feira, 20 de junho de 2011

J. H. Prynne (I)

Love

Noble in the sound which
marks the pale ease
of their dreams, they ride
the bel canto of our time: the patient en-
circlement of Narcissus &
as he pines I too
am wan with fever,
have fears which set
the vanished child above
reproach. Cry as you
will, take what you
need, the night is young
and limitless our greed.

*


Amor


Sublime no som que
marca o ténue alívio
dos seus sonhos, eles dirigem
o bel canto do nosso tempo: o paciente cin-
gir de Narciso &
enquanto ele anseia também eu
estou pálido de febre,
tenho medos que colocam
a criança esbatida para além
da repreensão. Chora o que
quiseres, leva o que
precisares, a noite vai alta
e ilimitada é a nossa ganância.


J. H. Prynne, The White Stones (1969)
- tradução minha -

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