sexta-feira, 20 de maio de 2011

III

Abrem-se as searas ao sopro quente da minha boca.
Onde alcanço a vida inteira
entoo um canto fúnebre.
Regresso de todos os açougues onde testemunhei
o aço refulgente.
Regresso de todos os teares onde me tingi
da própria linfa.
O medo, definitivo,
instigando-me sempre.


de Miasmas, Cosmorama, 2010.

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